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China assume a presidência do BRICS em 2027, sem data para a cúpula

Xi Jinping anunciou que a China preside o BRICS em 2027 e sediará a 19ª cúpula. O Brasil, que presidiu em 2025, segue como membro.

Ilustração abstrata em cor verde-escura, sem pessoas, prédios ou lugares reconhecíveis.
Imagem provisória: a foto licenciada da cúpula ainda não foi incluída nesta versão.Ilustração: Imagem provisória

A China vai presidir o BRICS em 2027. O anúncio foi feito pelo presidente Xi Jinping na cúpula de Nova Délhi, em 12 de setembro, segundo a Exame. Até agora, não há data nem cidade definidas para a 19ª cúpula de líderes.

O BRICS é um grupo de países emergentes. A sigla vem das iniciais de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em janeiro de 2026, o grupo reunia dez países, segundo o Brasil de Fato.

A presidência do bloco não é fixa. Ela gira entre os membros, e cada país comanda o grupo por um ano, de 1º de janeiro a 31 de dezembro. Quem preside define a agenda do ano e sedia a cúpula de líderes. A regra vale também para o Brasil, que só volta a presidir quando chegar a sua vez.

Quem preside o BRICS, ano a ano Presidência de cada ano e cúpula de líderes, de 2025 a 2027

Ano País Cúpula de líderes
2025 Brasil Rio de Janeiro, 6 e 7 de julho
2026 Índia Nova Délhi, 12 de setembro
2027 China Sem data nem cidade anunciadas

Fontes: Folha de Pernambuco (Estadão Conteúdo), Brasil de Fato, Wikimedia Commons e Exame. Elaboração: redação.

Quem preside em 2027 e o que já está decidido

A China assume em 2027 e vai sediar a 19ª cúpula. Segundo a Sputnik Brasil, veículo estatal russo, Xi Jinping fez o anúncio na cúpula. Ele também pediu que o bloco tenha papel pioneiro na manutenção da paz e da estabilidade.

A Declaração de Nova Délhi, adotada na cúpula, diz que os membros dão apoio total à China na presidência de 2027. O texto também apoia a realização da 19ª cúpula no país. A informação vem da agência estatal russa TASS, que reproduz a declaração em inglês.

O que falta é o calendário. Nenhuma das fontes consultadas traz data ou cidade para a cúpula de 2027. Também não encontramos uma pauta divulgada para o ano.

O que muda para o Brasil

O Brasil presidiu o bloco em 2025. A cúpula foi no Rio de Janeiro, nos dias 6 e 7 de julho. A presidência passou para a Índia em 1º de janeiro de 2026.

A troca foi feita em dezembro de 2025, na reunião de sherpas. Sherpa é o diplomata que coordena a preparação das cúpulas. O embaixador Mauricio Lyrio, sherpa brasileiro, entregou o cargo ao indiano Sudhakar Dalela.

Dalela elogiou a condução brasileira, com clareza de propósito e compromisso com o consenso. Segundo o Estadão Conteúdo, a Índia vai manter iniciativas acertadas na gestão brasileira. Entre elas estão a redução de riscos de desastres climáticos e a cooperação em inteligência artificial.

Como membro, o Brasil participa das decisões do bloco. Mas a agenda de 2027 será definida pela China, não pelo governo brasileiro. Na prática, o país tem voz nas decisões, mas não comanda o ano seguinte.

O que diz o governo brasileiro: Ao passar a presidência, em dezembro de 2025, o embaixador Mauricio Lyrio disse que o Brasil “aguarda com expectativa a liderança da Índia no próximo ano”. A fala foi publicada pelo Estadão Conteúdo, reproduzida pela Folha de Pernambuco.

O que isso significa

A conclusão é direta. A China preside o BRICS em 2027, e a data da cúpula segue em aberto. O Brasil continua no grupo como membro, e a agenda do próximo ano não passa pelo governo brasileiro.

Até que haja data e cidade, a informação oficial verificada é o anúncio de Xi Jinping e o texto da declaração. Vale acompanhar os próximos comunicados do bloco e do governo chinês.

Como fizemos: Usamos a Exame (14/09/2026), reproduzida pelo TradeMap, a Sputnik Brasil (12/09/2026), reproduzida pela Tribuna do Sertão, a TASS (12/09/2026), a Folha de Pernambuco com o Estadão Conteúdo (12/12/2025), o Brasil de Fato (05/01/2026) e a página da foto do BRICS no Wikimedia Commons, acessados em 26/10/2026. Não fizemos cálculos próprios. O texto da declaração citado vem da reprodução da TASS, em inglês, porque não localizamos a versão oficial. Não enviamos perguntas à China, à Índia nem ao Itamaraty; as declarações citadas são públicas.

Fontes