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Trump questiona vitória de Lula e cita 'manual de Joe Biden'

Depois da confirmação da vitória de Lula, Trump questionou o resultado e disse que o Brasil aplicou o 'manual de Joe Biden', segundo a EFE.

Ministro Roberto Barroso, presidente do TSE à época, durante a lacração de urnas eletrônicas para as eleições de 2020.
Foto de arquivo de 2020: Roberto Barroso, então presidente do TSE, durante a lacração de urnas. A imagem não mostra a eleição de 2026.Foto: Antonio Augusto / Ascom/TSE / Wikimedia Commons (domínio público)

Depois da confirmação da vitória de Lula, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou o resultado da eleição brasileira. A fala foi na noite de domingo (25), segundo a agência espanhola EFE. A agência informa que Trump não apresentou provas de irregularidades.

Em tradução publicada pela EFE, Trump disse: “Acabaram de aplicar no Brasil o manual de Joe Biden.” Depois, afirmou: “Bolsonaro tinha uma grande vantagem no primeiro turno e era o claro favorito para vencer o segundo.” Ele se referia a Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), derrotado no segundo turno.

Trump encerrou com outra frase: “Mas os comunistas não largam o poder depois que o conseguem.” Ele citou Joe Biden, que derrotou Trump na eleição americana de 2020. Antes, no dia da votação, Trump disse que acompanhava a eleição brasileira, sem apoiar nenhum candidato, segundo a InfoMoney.

O que diz Donald Trump: Segundo a EFE, ele disse que o Brasil acabou de aplicar o manual de Joe Biden, sem apresentar provas. Não encontramos comunicado da Casa Branca ou do Departamento de Estado sobre o resultado até o fechamento deste texto.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é a corte que totaliza os votos e proclama o resultado. No domingo (25), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, proclamou Lula reeleito para um quarto mandato, de 2027 a 2030, segundo a TV Senado. Com 99,99% das urnas apuradas, Lula teve 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro teve 48,21%, segundo a InfoMoney.

A diferença foi de 3,58 pontos percentuais. Essa conta é nossa, feita com os percentuais divulgados. Os votos são registrados em urnas eletrônicas, as máquinas de votação usadas em todo o país. Segundo a Gazeta do Povo, partidos, Forças Armadas, Polícia Federal e universidades podem inspecionar o código-fonte, o texto de programação do sistema.

A mesma reportagem diz que observadores internacionais acompanham a votação, mas não fazem auditoria da eficácia das urnas nem contagem paralela de votos. A recontagem é possível pelo Registro Digital do Voto (RDV), segundo a Gazeta do Povo, publicada antes do segundo turno.

Flávio Bolsonaro não reconheceu o resultado. Em pronunciamento após a confirmação da vitória, disse que é “impossível reconhecer o resultado dessa eleição no contexto em que essas coisas aconteceram”. Ele afirmou que vai pedir a anulação, segundo a InfoMoney. Até o fechamento deste texto, nenhuma reportagem que encontramos confirma que o pedido foi apresentado à Justiça.

Flávio contesta a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que ampliou a votação até as 19h em todo o país. Segundo a InfoMoney, o pedido partiu da coligação de Lula. O TSE pausou a totalização às 17h20, e a pausa não cancela os votos já registrados nas urnas, segundo a mesma reportagem.

Flávio também disse que fiscais do PL foram retirados da “sala-cofre”. Essas são alegações do candidato. A InfoMoney não registra resposta do TSE a elas. Até o fechamento deste texto, não encontramos declaração pública do Itamaraty nem do Palácio do Planalto sobre a fala de Trump.

O que está em aberto é a posição oficial do governo americano e o destino do pedido de anulação anunciado por Flávio. Quem proclama o resultado no Brasil é o TSE, e foi isso que aconteceu no domingo. A fala de Trump, por enquanto, é uma crítica sem provas apresentadas, segundo a EFE.

Como fizemos: Usamos a reportagem da agência EFE, publicada pelo Times Brasil e pela Infobae em 25 e 26 de outubro de 2026, para as falas de Trump. Usamos a InfoMoney para o placar e as reações, a TV Senado para a proclamação e a Gazeta do Povo para as regras de observação e auditoria, acessados em 26/10/2026. A tradução das falas de Trump é da EFE, e não encontramos o texto original em inglês nem publicação dele na própria rede. A diferença de 3,58 pontos percentuais é conta nossa. Não enviamos perguntas à Casa Branca, ao Itamaraty, ao TSE nem a Flávio Bolsonaro antes da publicação.

Fontes